quarta-feira, 30 de abril de 2014

A LINGUAGEM

A morte,a morte linguagem que não pertence a lógica do que nos dizem. O amor não cabe nas palavras, mas alcança a materialidade do que nos remete ao destino do ser amado que se foi. Roupas deixadas no armário, frascos de cremes e perfumes inacabados em cima da cômoda...Calçados ao lado da cama  a espera de calçar...Alguns projetos escritos em um caderno... A vida permanecendo na matéria das coisas, registrando momentos vividos no alcançar dos olhos.                                                                     (Rosângela G Andrade)

terça-feira, 29 de abril de 2014

O QUE É NATURAL? O QUE É NORMAL?

Natural,normal. O que é natural? o que é normal?  Nessa  vida?     É natural e normal, nascer e morrer.Mas também é natural que quando alguém nasce, ficarmos alegres com esse fato o resto da vida. Então também é natural e normal, que quando alguém morre ficarmos tristes o resto da vida. Pois a alegria é para o nascer e a tristeza para o morrer. Quem coloca o sentimento da alegria em nós é Deus. Quem coloca o sentimento do amor em nós também é Deus e da tristeza também. Por que só se entristece com a perda quem ama! E é só Deus que pode nos tirar dessa situação, pois não temos forças próprias...Então já não é dito que não cai uma folha de uma árvore, que não seja com a permissão de Deus? Pois já não é dito que Deus está no controle? Não só é dito eu creio.Então só Deus na sua infinita misericórdia pode nos resgatar desse buraco de tristeza.É fácil falar. Sim é fácil dizer, você é quem decide se quer estar triste ou alegre. Mentira. Nem isso nós podemos decidir. Podemos encenar, ficarmos bobos para se dizer alegres. Mas no nosso coração não mandamos não.Se sinto vontade de chorar tenho que fazer um esforço enorme para segurar as lágrimas e não deixar transparecer na voz o nó que está preso na garganta... Que poder de decisão equivocado é esse?  Então o que é natural? O que é normal? Deixar fluir. Sim deixar. Por que é desgastante demais, fazer de conta e andar mascarada de alegrias não sentidas.                                                                                                      (Rosângela G Andrade)

IMAGINO QUE SAIBA


Gaby minha super star. Menina de sorriso fácil. Ainda vejo você brilhar no retrato do meu quarto. Minha super star menina de sorriso fácil.Nem mesmo a morte pode apagar o brilho desse sorriso fácil. Minha super star super star.Menina do sorriso fácil...CLIC TO PLAY PARA VER.http://www.imagechef.com/i/oxAG9K

quinta-feira, 24 de abril de 2014

NÃO FOI POR ACASO

Gabyzinha...Você a menina mais bela...Você o amor mais bonito... Você a saudade mais bela...Você a menina sincera...Você foi a surpresa que tive na vida a menina mais doce e alegre...Você um anjo que só me fez bem...Você o amor que trago no peito...Você a menina mais bela...Não foi por acaso que te chamei Gabriela...                                            Rosângela G Andrade)

EM UM VELHO BANCO

Sentada por aqui em um velho banco de praça, tenho diante dos olhos o caminho de minha tristeza. Sim de minha tristeza estendida. As luzes do presente invadem meu pretérito... Sim está lá alegre e agitado de risos de graça e de planos alinhavados, para num futuro presente serem costurados. Mas não era esperada a interrupção.                                                                                                      (Rosângela G Andrade)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A VIAGEM

No mundo do sofrer,viajamos a vários lugares. Sim a vários lugares que não imaginávamos. No mundo do sofrer vamos a tristeza as lágrimas, vamos ao psicossomático ao esquecimento e as lembranças, vamos a necessidade do carinho,da compreensão, do afeto, do abraço do aconchego. No mundo do sofrer vamos em busca do sentido para caminhar, vamos vendo,vamos lendo,vamos escrevendo e sofrendo em meio a tantos lugares antes desconhecidos. Mas é longo o caminho e continuamos, e vamos ao desencanto passamos pelo enjôo e seguimos alerta encontrando a amarga decepção junto ao desamparo  e a rejeição, e aflitos logo encontramos o mau humor e desorientado nessa viagem louca do sofrer ainda podemos encontrar o bom humor e amenizar um pouquinho dessa dor. Então começamos tudo de novo, da inquietude vamos até a nostalgia de lá ao desalento que nos leva ao tormento. E assim vamos de um lugar ao outro buscando contentamento.                                                                                                                (Rosângela G Andrade)

QUALQUER LUGAR

Gabyzinha querida, sabe porque Deus inventou a mãe? Porque ...Porque ela é a única que após perder um filho,não tenta esquecê-lo, enterrá-lo mais de uma vez, ela quer sempre trazer. Sim ela quer trazer na lembrança , suas falas seu jeito de ser.Sim lembrar tudo que era bom, as vezes até o que nem tão bom também. Tudo que foi compartilhado juntas. Minha filha, qualquer lugar. Sim qualquer lugar que eu não possa pronunciar o seu lindo nome, neste lugar eu não quero estar.                                                                         (Rosângela G Andrade)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

LEMBRO LEMBRO

Oi meu amor! Essa tarde fui ao centro, mas eu não estava só. Não.As lembranças de sua companhia foram comigo o tempo todo. Sim. O tempo todo, desde o sair de casa. Lembrei sua voz dizendo: ah! mãe você sempre esquece alguma coisa. É verdade eu sempre esquecia mesmo. Lembro de cada momento sentido uma mistura de pressa, ansiedade e alegria. Fui caminhando e revivendo na memória as nossas conversas durante o trajeto. Você dizendo: mãe vamos atravessar, não gosto de passar em frente a boteco, mãe mãe vamos rápido! está vindo um mendigo e eu perguntei: e o que tem? você respondeu: tenho medo de mendigo. Querida! Querida! Você não tinha medo de voar de parapente, não tinha medo de pitbull e tinha medo do mendigo? Como entender os medos.  De cada trecho percorrido ou cada estabelecimento que eu via ou entrava, lembrava de suas falas,você também detestava entrar em bancos, por causa das portas, achava um mico quando travava. Então você dizia: entra você mãe eu  te espero aqui fora. Era bem assim. Enquanto caminhávamos, lembro que nada te passava despercebido, você via tudo e me perguntava: mãe você viu isso ali? você viu aquilo lá? eu respondia: não! Aí você falava: nossa a mãe não vê nada! Era engraçado as vezes, porque teve um dia que você tropeçou, falando olha mãe! eram os pombinhos da praça. Nossa! como era bom quando saíamos juntas. Conversávamos tanto! Você me contava mil planos que tinha para o futuro e tinha uma pressa de chegar até ele. Estava sempre fazendo um cálculo de tudo, sempre pesquisando valores,lugares... ainda queria estudar mais, dizia que estava louca para voltar a uma sala de aula. Em uma de nossas últimas conversas você estava em dúvida entre fazer o curso de administração ou técnica de enfermagem, pensava em trabalhar como socorrista em ambulância, puxa! que ironia! Ah! minha menina quanta saudade! Saudade até da sua indecisão para escolher um calçado, pois era bem cansativo andávamos muito. Então quando cumpríamos nossos objetivos, os quais nos levaram a sair, íamos tomar um café juntas. Como era bom! Meu Deus! como não sentir falta? E mais tarde nossas conversas, se prolongavam na madrugada. Sempre era hora de estarmos juntas.Pois é minha menina! mais o mal alcançou nosso lar. Sim alcançou. Disfarçado de bem. Disfarçado de bem querer. E sem eu perceber te levou a desaparecer, nos deixando sem te ter.                                                                                                                                 (Rosângela G Andrade)

SEM RUMO

Olá meu anjo lindo! Está doendo, sim está doendo de mais,de mais... Sua ausência é uma dor indescritível para mim, não há bálsamo, não há analgésico que de alívio. Não. Não há bálsamo. Não há palavras que confortem. Não . Não há nada que de conta. Não tem lugar para onde correr, sem carregar junto tamanha dor...Não. Não tem. Sua passagem neste mundo foi extremamente marcante minha amada menina. Sim. Extremamente marcante... Querida você se foi e eu não me reconheço mais, sinto tanto tanto sua falta...Tudo está tão diferente...Tão diferente e sem vida...Uma tristeza  devastadora tomou conta do meu ser.Sim tomou conta... Sua ausência deixa um pesado vazio me me desorientando o rumo...                                                                                                                                (Rosângela G Andrade)

sábado, 19 de abril de 2014

METADE DE MIM


PARA VOCÊ GABYZINHA

Para Gabyzinha sempre meu Amor... Sempre no Coração da Mãe! 

COMO PRETENDO VIVER

Como pretendo viver sem ar? Como pretendo viver sem água? Eu gostaria de te querer um pouco menos. Como pretendo poder viver sem você? Mas não posso sinto que morro...Estou me afogando sem você... Como pretendo viver sem ar? Como pretendo viver acalmar minha aflição? Como pretendo viver sem água? Como poderia um peixe nadar sem água? Como poderia uma ave voar sem asas? Como poderia uma flor crescer sem terra? Como pretendo viver sem você? Mas não posso sinto que morro... Estou me afogando sem você... Como pretendo te lançar ao esquecimento? Como pretendo te guardar numa gaveta? Como pretendo te apagar com um sopro? Mas não posso sinto que morro...   (Letra de música não conheço autor)                                    Minha filha como pretendo viver sem você? Sinto que morro...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

SOBREVIVO

Filha. Hoje já não vivo e sim sobrevivo...Sobrevivo tentando sorrir, sobrevivo tentando não chorar, sobrevivo tentando não desistir, sobrevivo tentando encontrar alegria, sobrevivo  a espera de um milagre Divino. Perdi minha filha! perdi você aquela que um dia jurei cuidar para sempre, meu corpo ,minha mente, meu mundo se planejou para protegê-la  amá-la por longos anos... E agora? Só me resta viver de fotos e lembranças da memória.          Só me resta sobreviver de ausência e saudade...Como comemorar datas especiais? com sua ausência? como receber um feliz dia de?Na verdade um bom dia disso ou daquilo já me basta. Afinal feliz, feliz! Não é para todos... E assim te espero...                                                                  (Rosângela G Andrade)                                                                               

sábado, 12 de abril de 2014

NÃO SEI DIZER

Tempo. Quanto tempo não sei dizer. Não. Não sei dizer...Lembro do choque que passei quando vi minha estrutura de ser desmoronar. Embora não seja compreendida, não guardo ódio. Carrego sim uma grande e imensa dor... uma imensa saudade... uma profunda ausência... um indescritível vazio... um enorme buraco. Sentimentos que só quem vivência a perda violenta de uma filha amada sabe entender. Aguardo sim o momento de viver, novamente o amor que restou em mim. Embora eu acredite, que não há mais vida e sim uma sobre vida. Um modo de suportar o insuportável...                                                                                                                                (Rosângela G Andrade)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

PERMITO

Gabyzinha meu amor! As lembranças derrubam lágrimas pelo meu rosto. O corpo estremecido ainda não se livrou das saudades doídas. Apoiada na mesa, permito que o choro manso se transforme em soluço forte. A tempestade provocada pelas lembranças me domina. Dos meus olhos brotam rios de sofrer. Sem te ter... Ao longe, as ondas e as pedras se provocam. É a tragédia do mundo na metáfora desse encontro.                                                              (Rosângela G Andrade)

MADRUGADA

Minha filha amada, o dia hoje não amanheceu igual aos outros que se passaram...O dia hoje está nublado,a brisa ainda não soprou. O sol uniu-se com a minha tristeza e não brilhou... Ontém já passou e hoje vem para me lembrar que não posso esquecer o ontém, mas preciso viver o hoje com coragem para ter esperança no amanhã... Mas como posso viver o hoje se o ontém persiste em ser hoje. Talvez queira me lembrar? Talvez queira me ensinar?     Talvez  possa aprender... Aprender que desde aquele dia que descobri você dentro de mim fiquei assim... com um turbilhão de emoções inexplicáveis. Me sentia importante. Me sentia guardiã por carregar e proteger em meu ventre vida... um pedacinho de mim mesma. Isso é dádiva de Deus o milagre da vida sendo gerado em mim... Eras tão pequena e me trouxeste tantas alegrias e ainda quando cresceste, continuasse me trazendo alegrias... Foram vinte e um anos e oito meses de cumplicidades e descobertas e muito amor e carinho entre nós! Mas chegou a madrugada que antecedia nossa viagem, eu e seu pai dormíamos para no dia seguinte reencontrar você e seu irmão. Sono interrompido pelo toque do telefone, trazendo a notícia de um acidente, já ocorrido a quatro horas passadas. Então ainda passaram-se mais três até que eu soube que você tinha partido. Querida fui sua mãe e descobri a alegria e a dor da maternidade. Agora só me resta a dor da saudade...26/03/12.

domingo, 6 de abril de 2014

NÃO ME PREOCUPEI

Gabyzinha. No palco dessa vida, por várias peças de catástrofes, eu passei. Sim eu passei.                                                                     E nessas peças acontecidas, tive quedas onde tropecei e por conta dessas, muito chorei. Sim muito chorei. Então para os lados olhei. E ainda com lágrimas me limpei. E juntando forças levantei. Sim levantei. E as lágrimas enxuguei.Mas pela maior catástrofe foi agora que passei. Sim agora que passei. A maior queda foi agora. Essa a qual tropecei e foi fatal. Sim foi fatal, foi fatal, fatal...        Dessa queda não achei forças. Não. Não achei forças e não levantei. Não. Não levantei. E com os lados não me preocupei. Não. Não me preocupei. E as lágrimas não enxuguei...                                                            (Rosângela G Andrade)

terça-feira, 1 de abril de 2014

TE AMO TANTO!


VOCÊ. GABYZINHA

Você. Desafio para eu cuidar. Você. Destemida as aventuras.         Você. Socorro dos animais. Você. Ingenuidade pura.                        Você. Cuidado com os cabelos. Você. Cuidado com a pele.            Você. Cuidado com as unhas. Você. O perfume bem escolhido.     Você. Moleca, menina, mulher. Você ousada determinada.              Você. Companheira solidária.  Você. Brincalhona divertida.         Você. Linda e não queria ser observada. Você. Apaixonada pelo sol, brigava com a nuvem que o escondesse. Você.Apaixonada pela vida. Você. Amava os animais, ai de quem os maltratasse.          Você. O  agito alegre da casa. Você. A música que não parava.     Você as longas conversas na madrugada. Você. A saudade prolongada.                                                                                                                  Rosângela G Andrade)