terça-feira, 26 de maio de 2015

SIM É VERDADE EU...

Querida! Hoje se completam 38 meses de sua ausência, e eu não entendo mais a palavra Luto, mas sim eu sinto ela todos os dias... Eu luto quando eu acordo e já me dou conta que você não está aqui...Eu luto quando eu levanto pela manhã e sentir mais um dia...Eu luto quando vou tomar café, e você não está aqui para pedir que eu te prepare um misto quente...Eu luto quando não ouço sua voz empolgada me convidando para ir a algum lugar... Eu luto quando vou preparar uma refeição, logo lembrando os pratos que você apreciava...Eu luto quando penso em quantas coisas eu ainda tinha para te ensinar e para aprender com você...Eu luto quando estou entre pessoas que dão risada do que já não tem a menor graça...Eu luto quando busco atividades que encurtem os dias longos...Eu luto quando busco paciência para suportar a intolerância daqueles que não me entendem...Eu luto quando a noite chega e você não chega com ela, trazendo alegria...Eu luto quando lembro que o mal venceu, te conduzindo a  morte por mesquinharia...Eu luto quando busco confiar, sim é porque já não confio mais em ninguém...Eu luto quando o telefone toca, e alguém chama por você...Eu luto quando saio e percebo os inúmeros lugares e momentos que compartilhamos a companhia uma da outra...Eu luto quando tolero que ao pronunciar o seu nome, pessoas cortam radicalmente o assunto, não se dão conta de quanto minha percepção se aflorou, ouço falar de tantos mal feitores, os quais eu não queria ouvir por um segundo...Eu luto quando interajo com teus bichos e lembro do carinho que você dedicava a eles...Eu luto quando busco na leitura um aquietamento...Eu luto quando busco ao plantar, um pouco do admirar o que é vivo...Eu luto quando muitas vezes tenho que comer sem apetite...Eu luto quando muitas vezes tenho que sorrir com vontade de chorar...Eu luto quando o sono não chega, dando acolhimento as mais diversas lembranças, quando você pequenininha vinha me acordar pedindo um ladinho da cama para ficar mais quentinha, ou então já adolescente, ajoelhada ao lado de minha cama, mostrava desespero por não conseguir falar, a dor de garganta e a febre falavam por você...Então nada como o coração de mãe que esconde a aflição, e com amor remédio, chazinho , abraço, carinho e cafuné, contorna a situação...Pois é até mesmo de momentos desconfortáveis, acabo sentindo saudade...Eu luto quando busco meios para manter o equilíbrio, a paciência, a lucidez...Eu Luto... E assim te espero meu anjo...                           (Rosângela G Andrade)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O VÍNCULO

A saudade de uma mãe, que teve a materialidade humana de sua filha ferida brutalmente e roubada, não se corta como é cortado o cordão umbilical, que ata ela ao filho ao nascer. O vínculo afetivo costurado entre mãe e filha(o), é muito maior e vai além do raciocínio alinhavado da lógica. Essa saudade, não tem acordo com os passos do tempo...Essa saudade é o amor gritando calado dentro de um nó hospedado na garganta. E quando o nó não se desfaz, então faz escorrer água pelos olhos da dor. Mas a saudade continua e o amor também, gritando que vive e nunca morrerá. É assim que eu me sinto minha filha linda e fico assim a te esperar...              (Rosângela G Andrade)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

VOCÊ SEMPRE SERÁ

Minha linda! Lembro como você gostava de cantar esta música, que aqui só tem a letra.( Cantora Marjorie Estiano)