domingo, 4 de maio de 2014

Com o sepultamento de Gabriela. Sepultei minhas alegrias e minhas expectativas  de futuro.Naquela jovem agitada que o medo não prevalecia e a tristeza não sobrevivia.Era fé. A menina que segurou minha mão para aprender andar. A menina que carreguei no ventre e nos braços. E foi nos abraços humanos que alimentávamos alegria. Sim. Nossa alegria.Hoje estou aqui. Sim. A vida me confronta. O corpo o coração não desaprende de ser mãe e morre aos poucos em partes. O peso dos dias é fardo que carrego só.                                                                                                                                     (Rosângela G Andrade)

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